Criei esta série porque várias são as histórias de amor que me encontram e pedem para serem escritas. O que estas histórias em particular têm em comum não é só e obviamente o amor mas o sabor amargo que me deixam ao ouvi-las. Todas contaram um feliz e (nem sempre) empolgante reencontro que fatalmente só existe porque houve antes um infeliz desencontro. Este tema comum revolta-me. Se por um lado fico feliz pelo encantamento do reencontro duma pessoa amada, pelo rejuvenescimento que provoca e empolgamento revigorante que desperta, por outro lado deixa evidente a tristeza da história passada.
Claro que cada história tem as suas especificidades porque cada pessoa é especial mas o que vejo sempre são sinais de cobardia, de intromissão de terceiros, de preconceitos, de educações rígidas e hipócritas, de espartilhos sociais que resultam em desilusão, tristeza e sofrimento silenciado pela necessidade de seguir em frente. Eu vejo perda de tempo na vida e para mim perder tempo na vida é um pecado capital porque ela é só uma uma e por muito longa que seja parece-nos sempre curta, insuficiente para nos realizarmos em tantos campos, sendo um deles, e talvez o mais importante, o amor.
Claro que todos os intervenientes sabem que nada lhes garante que se outro tivesse sido o caminho teriam sido mais felizes. Normalmente até lhes parece que não. Mas isso não me importa porque só o saberíamos se o desencontro não se tivesse dado.
A primeira história desta série chegou a mim antes de eu saber que seriam uma série. É até agora a mais triste, sem um final feliz, pelo menos que se conheça neste momento. Podem lê-la aqui. Chama-se “Morreu de amor” As outras estão identificadas.

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