nas notícias da noite, horário nobre (! para quem?), a jornalista entrevista a empresária orgulhosa. Porquê? Uma noiva russa encomendara-lhe, directamente, um vestido que ela (empresária) enviou prontamente, por correio, a metade do preço que custava na loja chique de Moscovo. Mas que orgulho!! a excêntrica e rica (?) noiva russa adora os vestidos portugueses.
Eu, por mim, fico envergonhada... Neste episódio existe realmente um motivo de orgulho - o design de moda português desperta interesse "lá fora". A mim o que não me orgulha nada é uma empresária que não respeita o seu parceiro de negócios (formal ou informal, pouco devia importar!). O lojista russo sabe chegar ao público certo, investe num produto desconhecido, promove-o, tem os custos fixos, toma o risco e no fim é traído pelo cliente e pelo fornecedor.
A cliente tem o direito de procurar o melhor para si, claro. Eu, que sou absoluta defensora do comércio online e livre, não posso criticá-la.
Já no que respeita ao fornecedor... Eu, se fosse o lojista russo, esperaria lealdade (dummy!!), respeito (troll!!) e colaboração (squê?!). No fim, digo eu!, todos ganhariam. Neste caso, mais uma vez se eu fosse o lojista russo, deixaria imediatamente de distribuir a marca portuguesa. Sabe-se lá que lucros a empresária portuguesa deixará de ter por ter quebrado uma regra básica - a do respeito!?
Eu acredito que o lucro gerado pelos valores é mais moroso mas também mais consistente.
Será que estou doida? Parece que sim! Às vezes sinto-me só nesta perspectiva... Só? Nããão. Somos pelo menos 2... 3..., talvez uma meia dúzia de tigres que se recusam a ser camaleões.
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17/08/2010
14/08/2010
2.75
Hoje devem estar 35º/40º, não sei. Sei que todos sentimos um calor insopurtável. Quando o vento pára, parace que a respiração pára também.
Eu trabalho sentadinha, vestida de branco, num ambiente climatizado e queixo-me: queixo-me do calor, queixo-me do sunsídio que perdi, queixo-me disto, queixo-me daquilo...
À minha frente senta-se uma pessoa:
Profissão: Servente
Remuneração: 2.75 € - O quê? À HORA? Quanto?
Remuneração Mensal: 475.00 € - Quanto? MAS COMO ?
Férias: NÃO GOZADAS - INCRÍVEL !!
Meu Deus, que mundo é este?
Aos custos humanos do nosso estilo de vida fazemos vista grossa.
Este texto é um lugar comum, eu sei, mas a lágrima teve o descaramento de me vir aos olhos, sem pedir licença, inoportuna.
Justifico-me à minha voz interior: "Que queres? Não posso fazer nada ... ?"
Ela ainda teve tempo de exclamar - "hipócrita! " - antes de eu chamar o próximo utente.
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03/06/2009
"MODERN ART FOR DUMMIES"
O Diogo propôs que fossemos e todos alinharam com entusiasmo. As expectativas eram alatas. O fim-de-semana ia ser divertido, construtivo, "cool".
Casa à borla, entradas à borla, transporte partilhado, previsão de sol, jardins grandes, festa famosa e promovida por um dos agentes mais activos na divulgação da cultura no nosso país.
Chegámos um pouco tarde. o calor era muito mas o ânimo também.
Não vou fazer o diário do fim-de-semana porque não estou aqui para isso. Estou aqui porque este é o lugar onde tenho o direito e o prazer de me indignar.
O mérito da iniciativa é inquestionável. Parece que muitos dos países ditos civilizados têm destas iniciativas caridosas de dar cultura ao povo, em pequenas doses de toma anual, para que não comecem com ideias (as ideias são perigosas! Dizem, não sei!). Para que o povo tenha consciência do quanto é ignorante importa que a escolha do programa mostre as enormes capacidades intelectuais, culturais e estéticas do director artístico, o quanto o Sr ou Sra Dr(a) é tão superior que merece todo o dinheiro que ganha (e que temos nós com isso? quem paga é a fundação...). Convém que se dê ao povo de uma penada só, em estilo compacto, o que de mais moderno ou pós-moderno se conhece no mundo artístico.
Eu assumo-me como uma ignorante letrada, que até andou na faculdade, fala línguas, viaja (pouco), convive com pessoas e lê uns livritos, foi a 2 ou 3 teatros, 1 ou 2 concertos, a meia dúzia de espectáculos de vários estilos, ouviu alguma música, e viu alguns filmes e documentários mas, que tendo nascido numa família de classe média trabalhadora não teve "berço" na cultura. Ainda assim, como muitos outros, não sei mais, não leio mais, não oiço mais e não vejo mais porque não posso. O porquê de não poder daria para mais um tratado (como diria a Catarina) que aqui e agora não interessa desenvolver.
O que quero dizer é que, apesar disso, considero-me medianamente inteligente e sensível, e como tal arrogo-me o direito de ter opinião.
Serralves em festa 2009 foi uma desilusão.
É verdade que o espaço é maravilhoso, que o ambiente era óptimo e que havia uma oferta contínua de espectáculos. É verdade que havia coisas boas mas, no computo geral, senti-me ofendida.
Do ponto de vista da escolha dos grupos e artistas não duvido que tenham sido dos mais modernos que há mas tão modernos que muitas das músicas eram inaudíveis para a maioria dos comuns mortais que foram convocados; as danças modernas eram ininterpretáveis e maçadoras, sem graciosidade ou ritmo, as exposições eram na sua maioria ridículas, ao ponto de alguém dizer indignado "deviam ter distribuído à entrada o manual Modern Art for Dummies"
Talvez pelo preço - grátis - tenham respondido à chamada todo o tipo de ignorantes omo eu. Ouvi muitas exclamações do tipo "mas o que é isto? não percebi nada!".
Claro que houve muitas coisas boas: workshops para crianças, feira da ladra alternativa onde entre muitas vulgaridades se encontravam muito bons artesãos, tetaro de rua divertido e a Orquestra de Jazz de Matosinhos que nos premiou com muito bom Jazz - para eles um aplauso especial. Uma ou duas instalações muito interessantes e os quadro da Paula Rego são sempre bons de ver. Talvez tenham havido outras coisas boas de que não posso falar porque não tive tempo de ver.
Já do ponto de vista da organização: sofrível para não dizer má.
- faltavam sombras. Penso que uma boa organização se tinha precavido com estruturas temporárias para proteger artistas e público de um sol abrasador, não tendo assim que adiar ou cancelar espectáculos como fez.
- faltava sinalética e informação sobre os conteúdos dos espectáculos ou sobre o seu adiamento ou cancelamento. Bastavam alguns quadros grandes com o programa e mapas e informações de última hora e teriam evitado o desperdício enorme de papel com um programa mal explicado que muitos não chegaram a compreender.
to be continued..,..
Declaro abdicar temporariamente do direito à crítica
Não consultei os astros, os amigos abstiveram-se (!!?), a família votou contra e eu votei em branco...
Não sei que resultado teria isto em eleições mas por agora a resposta é NÃO.
Todos os argumentos a favor da candidatura à Junta de freguesia continuam válidos. Sei que me vou sentir muito mal comigo mesma por não aceitar o desafio e a oportunidade de fazer algo, de participar, de poder agir antes de criticar.
Mas, os argumentos contra falaram mais alto. O meu sábio de serviço, meu amor e meu marido, achou que não devia aceitar. Por um lado, a opinião dele é muito importante para mim e por outro, os argumentos dele são convincentes e eu partilho deles:
- a nossa vida acaba de sair de um período tumultuado e difícil, destrutivo e cansativo. Não sucumbimos porque temos o grande privilégio de ser um casal unido numa estrutura forte. Estamos a gozar dos primeiros tempos de descanso e realmente temos o direito (e o dever como casal) de parar e recuperar energia;
- temos projectos pessoais de vida que requerem uma dedicação muito forte e que não se compadecem com distracções
- embora continue a acreditar que no poder local o que contam são as pessoas, dou valor à congruência. Não é congruente dar a cara e lutar pelo projecto de um partido de cujos ideais não partilho e cujas opções até critico. Temo que mais cedo ou mais tarde o confronto ou a ruptura seriam inevitáveis.
- gosto de fazer o meu melhor pelos projectos a que me dedico com verdadeira convicção e talvez neste caso não estejam reunidas as condições para que isso acontecesse.
- pressinto que o sistema acaba sempre por esmagar até os melhor intencionados e isso seria frustrante
Quando disse a R. que a minha resposta era NÂO, ele não quis aceitar e propôs-me que continuasse como cabeça de lista, escolhesse para 3º da lista a pessoa que eu indicaria como bom presidente e depois abdicava a favor dele !!!!!
Se ainda haviam dúvidas no meu espírito, elas dissiparam-se perante esta proposta.
Aqui estava um exemplo dos caminhos tortuosos da pequena política, os desvios, os atalhos, as guinadas do caminho do poderzinho local: dar a cara e pedir que confiem em nós e logo no primeiro momento trair essa confiança.
Não é isso que procuro, não é isso que quero.
Vou ficar triste e quem sabe até arrepender-me mas vou continuar em busca de caminhos de serviço mais congruentes com as minhas convicções e com os meus valores.
29/05/2009
E QUANDO TE CONFRONTAM COM AS TUAS CERTEZAS?
Ele entregou-me um papel, simples. Uma folha A4 com um texto mais ou menos curto e espaços para preencher. Importante - à mão!!!
Nas últimas semanas falei várias vezes com o R. sobre o assunto, sempre em tom mais de brincadeira do que sério. Ironizámos ambos sobre as diferenças de pensamento, sobre as opções opostas, sobre as incompatibilidades. No entanto, eu fui começando a ouvir elogios sobre a fortaleza do meu carácter, sobre a oralidade fluída, sobre a postura destemida, enfim, sobre tudo o que é bom de ouvir e afinal está acima ou para além de qualquer cor política ou orientação ideológica.
Um dia, inesperadamente (?) surgiu o convite.
Reagi com sarcasmo e até com desdém, embora, no fundo, tenha simpatizado com o desafio! Disse que não, que ele era doido. Mas o tom das minhas palavras traía-me...
Muitos me têm dito que na vida as coisas não chegam quando queremos e muitas vezes as oportunidades vêm travestidas de desconfortos e inconveniências.
Perante o papel simples que me entregou, cheio de espacinhos ávidos de saber mais sobre mim e de ver firmado o meu compromisso à mão...
Fiquei parada, sem reacção e sem palavras.
Pensei que realmente, se algo sai de nós através da escrita à mão, gera-se uma relação carnal e íntima entre o que escrevemos e o que sentimos. É um acto solene de compromisso.
Perante a crua realidade de um convite ao comprometimento, fiquei indecisa. Eu que tanto discurso em tertúlias e mesas de café sobre a necessidade do compromisso, de passar das palavras críticas à acção construtiva.
"- Dá-me dois dias....não... dá-me quatro. Tenho de consultar a família, os amigos, e a mim mesma em privado!!"
Que sim, que dava mas que já todos contavam comigo...
É verdade que ultimamente sinto uma inquietude por estar inerte, por ver passar a vida sem fazer nada, por viver e ser conivente com uma sociedade maioritariamente amorfa, adormecida e desesperançada.
É verdade que somos muitos a, no recreio semanal do fim-de-semana, reunidos nas esplanadas da moda, a acordar para apontar os dedos acusadores:
- aos buracos na estrada,
- às tampas de saneamento fundas,
- à falta de estacionamento,
- aos "polícias deitados" demasiado barrigudos,
- às bermas baixas sem protecção,
- às ruas sem passeio para peões,
- à falta de iluminação,
- à sujidade nas ruas,
- aos ecopontos a abarrotar durante dias,
- aos negócios a fechar,
- aos métodos arcaicos de servir as comunidades (ou não servir!!),
- à cegueira perante iniciativas interessantes,
- à indiferença perante as opiniões das populações,
- à falta de transportes,
- aos esgotos a céu aberto,
- aos cães abandonados nas ruas,
- aos bueiros entupidos,
- aos jardins descuidados,
- às fontes decorativas, etc
O rol poderia continuar numa lamúria infindável de acusações anónimas, cobardes, pouco informadas e descomprometidas, como as que tenho feito grande parte da minha vida.
Mas que podemos nós fazer? a nossa sociedade está doente, egoísta, insensível, descrente, amorfa, corrupta. Que posso eu David perante o poder de Golias?
Vivemos nesta sociedade, sim. Mas há sinais de esperanças e muitas pistas animadoras que nos dão pessoas sábias e carismáticas:
Por exemplo, quem nunca reflectiu sobre a frase de Kennedy (que penso que foi copiada de outro presidente americano!?) "não perguntes o que o teu país fez por ti, pergunta o que podes fazer pelo teu país" (mais ou menos assim!!)
Por exemplo, quem não reflectiu sobre Martin Luther King "Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos."
Por exemplo Mahatma Gandhi, "Temos de nos tornar na mudança que queremos ver."
Por exemplo Obama quando gritou aos americanos e ao mundo "yes, we can". Parece uma frase simples mas tem uma carga enorme de esperança e uma força mobilizadora a que já não estávamos habituados neste mundo global.
Todas estas ideias fortes, inspiradoras, podem ser as nossas "armas de construção maciça" como diz Mia Couto.
Quem sabe se esta não é a minha oportunidade de me alistar no exército que se arma de ideias, de esperança, de ilusões conscientes, de vontade e compromisso para o trabalho. Talvez não sejamos assim tão poucos....
Vou pensar. Espero ter a sabedoria de tomar a melhor decisão.
ENQUADRAMENTO DO TEXTO: (talvez a única parte que interessa ler!)
Sou filiada no PSD e considero-me uma social democrata, liberal que acredita na livre empresa e na criação de oportunidades e condições de exercício do livre arbítrio. Não acredito no estado providência nem na subsidiodependência mas também não acredito no estado ausente. Acredito nas pessoas e na sua capacidade de autodeterminação.
Fui convidada pela CDU para cabeça de lista, como independente, para a junta de freguesia do lugar onde moro. Deram-me a liberdade de escolher a minha equipa independentemente da cor política. Há regras de convivência com o partido? claro.
É uma escolha incongruente e estranha? Talvez. Mas acredito realmente que no poder local o que contam são as pessoas e as ideias, as equipas e a dedicação. Os partidos são o mal necessário. São a manifestação concreta das regras do sistema. Acredito nas pessoas que entram no sistema para o mudar como o Marinho Pinto e Obama.
Este texto é um pedido de ajuda. ajudem-me a decidir. dêem-me ideias, opiniões, eu agradeço.
Para finalizar deixo duas músicas de Chico Buarque sobre o nosso 25 de Abril para que possamos reflectir. (são parecidas, não iguais porque uma é a versão original e aoutra é a censurada....)
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o que é que fiz?,
perante isto
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Também sou feita disto
Tenho uma teoria sobre recordações - se estamos sempre a vivê-las vamos deixando de viver o presente. Perdemos muito do que os nossos amigos são hoje se sempre que estamos com eles nos centramos no que eles foram um dia. mas claro, tenho que concordar que as recordações fazem parte do que somos hoje e como tal não resisti a reviver algumas. Mas não foi um mero reviver saudosista e lamecha (apesar da lagrimita que me turvou o olhar por um instante!!). Foi um reanimar consciente de uma realidade pela qual tenho muito carinho. Acredito no escutismo como um método de crescimento pessoal muito saudável para as crianças e adultos.
Convido a quem se interesse que veja estes filmes e tente perceber um pouco da dimensão humana e espiritual de um movimento mundial que partiu da simples acção de um homem . um lider carismático e com ideias extraordinárias sobre a formação do carácter das gerações futuras. ele semeou e acreditou que um dia todos iriamos colher. claro que as suas palavras têm um enquadramento temporal e que o movimento (pelo menos em Portugal ainda tem muito para evoluir mas não deixa de ser uma forma incrível de formar adultos de caracter forte e leal - pelo menos eu acredito que sim (eu e mais uns milhões em todo o mundo)
O escutismo formou-me, transformou-me (desiludiu-me também? não, só os seres humanos me desiludiram um pouco!!), entranhou-se em mim (Graças a Deus) e fez de mim uma pessoa melhor. Não fiquei tanto quanto devia. enquanto estive tentei dar o meu melhor. foi pouco. sim foi e é por isso que me penalizo. Talvez um dia volte.... mas acredito que os jovens que o escutismo forma são suficientes para o manter vivo. Desejo a todos os que ainda lá estão Boa Caça
MENSAGEM DE BADEN POWELL AOS PAIS
DUAS CANÇÕES ESCUTISTAS QUE EU ADORO E CUJA MENSAGEM ME ARREPIA....
E PARA TERMINAR UMA DOS AMERICANOS A GOZAR COM O CLICHÉ DO ESCUTEIRO QUE ATRAVESSA A VELHINHA NA PASSADEIRA
Convido a quem se interesse que veja estes filmes e tente perceber um pouco da dimensão humana e espiritual de um movimento mundial que partiu da simples acção de um homem . um lider carismático e com ideias extraordinárias sobre a formação do carácter das gerações futuras. ele semeou e acreditou que um dia todos iriamos colher. claro que as suas palavras têm um enquadramento temporal e que o movimento (pelo menos em Portugal ainda tem muito para evoluir mas não deixa de ser uma forma incrível de formar adultos de caracter forte e leal - pelo menos eu acredito que sim (eu e mais uns milhões em todo o mundo)
O escutismo formou-me, transformou-me (desiludiu-me também? não, só os seres humanos me desiludiram um pouco!!), entranhou-se em mim (Graças a Deus) e fez de mim uma pessoa melhor. Não fiquei tanto quanto devia. enquanto estive tentei dar o meu melhor. foi pouco. sim foi e é por isso que me penalizo. Talvez um dia volte.... mas acredito que os jovens que o escutismo forma são suficientes para o manter vivo. Desejo a todos os que ainda lá estão Boa Caça
MENSAGEM DE BADEN POWELL AOS PAIS
DUAS CANÇÕES ESCUTISTAS QUE EU ADORO E CUJA MENSAGEM ME ARREPIA....
E PARA TERMINAR UMA DOS AMERICANOS A GOZAR COM O CLICHÉ DO ESCUTEIRO QUE ATRAVESSA A VELHINHA NA PASSADEIRA
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escuteiros,
recordações
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e o louco sou eu?
uma palmada aos cinzentos prenconceituosos, presos numa normalidade asfixiante. eu sei que já disse mas amo o ney - a loucura, a provocação, a audácia e a coragem. Gostava que o Gustavo visse este post !!!!!
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felicidade
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Sonho impossível
mais um poema de Fernando pessoa declama por maria bethânia. este dá-me esperança, faz-me querer continuar a lutar pelos meus sonhos....
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fernando pessoa
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Para almas inquietas e rebeldes
José Régio por Maria Bethânia
Aproveito para agradecer mais uma vez ao Augusto Cardoso por este filme que me trouxe de volta esta extraordinária declamação da M B. este poema sempre me acompanhou e me marcou e quase me definiu. José Régio conseguiu descrever com paixão as almas inquietas e rebeldes de quem não vai ou não quer ir por ai
Aproveito para agradecer mais uma vez ao Augusto Cardoso por este filme que me trouxe de volta esta extraordinária declamação da M B. este poema sempre me acompanhou e me marcou e quase me definiu. José Régio conseguiu descrever com paixão as almas inquietas e rebeldes de quem não vai ou não quer ir por ai
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espelho meu,
josé régio
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Maria Bethânia canta "O doce mistério da vida"
o sempre emocionante e surpreendente Fernando Pessoa pela boca da maravilhosa Bethânia. Ela declama maravilhosamente
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cristo,
fernando pessoa
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amo o ney
e o buarque também. este video tem um quê de surpreendente e envolvente. eu acho lindo e a mensagem é muito boa
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gosto desta
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meu mano caetano
Inspirada pelo Blog http://oterminaldeaeroporto.blogspot.com/ resolvi também escolher umas músicas. esta que aqui deixo é mesmo porque gosto muito. É um hino ao amor entre irmãos
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gosto desta
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16/04/2009
OLHAR PERDIDO
O olhar perdido daquela jovem foi como um murro no peito. Não pude ficar indiferente.
Esgueirei-me para trás dela por entre as pernas das outras jovens do grupo.
"- Óptimo, nem me viram!", pensei eu enquanto lhe segredava um olá.
Sem saber bem porquê, comecei a falar com ela.
Era como se tivesse tocado a essência da tristeza que lhe jorrava do olhar perdido. Como se previsse a razão de tanta tristeza. A solidão que ela sentia era quase tangível e escorria daquele olhar perdido, premonitório, a adivinhar a vida que a esperava, implacável. Mas era muito jovem. Como poderia saber...?
"Não te preocupes.", segredava eu, "Aproveita a a tua juventude, desfruta dos bons momentos, dos teus amigos, da tua família. Não deites fora o teu tempo! Sorri, ri, goza, vive. Sim, eu sei que tu sentes já o peso da solidão, a tristeza da perda...
Ainda que venha a dor atroz, a traição, a perda, a frustração, a incompreensão, (eu não lhe disse mas, não me perguntem como!, eu sabia que tudo isso a esperava!) não te preocupes. Confia em mim. Jamais estarás só, sempre terás muito amor à tua volta, serás abençoada pelo amor e pela harmonia. Sorri. Desfruta da felicidade que a vida tem para te dar. Prometo, a tua lua terá sempre um lado de luz muito brilhante, confia em mim!"
Enquanto estas palavras me saíam sem eu saber de onde vinham e como podia saber tanto sobre aquele olhar perdido, notava, intrigada, que a jovem não se mexia sequer. Eu não sentia qualquer reacção ao meu segredar no seu ouvido. Não lhe via o rosto, a expressão, no entanto tive a certeza que ela me ouvia!! Deixei de conseguir tocar a dor e comecei a ouvir o ronronar forte do gatinho preto que ela tinha ao colo, como se me agradecesse por serenar a sua dona. Adoro o ronronar dos gatos!!
"- João, João. Oh João acorda. Estás bem?"
Ao ouvir aquele chamar insistente do meu nome voltei a mim. Na mão segurava com força a fotografia daquele grupo de amigas que há 20 anos passaram um fim-de-semana na província...
Nos seus rostos corados pelo frio haviam sorrisos de felicidade. Só eu tinha aquele olhar perdido e o meu gatinho preto ao colo. Ainda me lembro do nome dele - Panchito!
"- Oh João, já olhei para essa fotografia tantas vezes e só hoje me parece que estavas a sorrir! Engraçado como antes sempre me pareceste triste!" disse a Catarina, a minha amiga da adolescência que hoje vim visitar para matar saudades.
Abril, 2009
O olhar perdido daquela jovem foi como um murro no peito. Não pude ficar indiferente.
Esgueirei-me para trás dela por entre as pernas das outras jovens do grupo.
"- Óptimo, nem me viram!", pensei eu enquanto lhe segredava um olá.
Sem saber bem porquê, comecei a falar com ela.
Era como se tivesse tocado a essência da tristeza que lhe jorrava do olhar perdido. Como se previsse a razão de tanta tristeza. A solidão que ela sentia era quase tangível e escorria daquele olhar perdido, premonitório, a adivinhar a vida que a esperava, implacável. Mas era muito jovem. Como poderia saber...?
"Não te preocupes.", segredava eu, "Aproveita a a tua juventude, desfruta dos bons momentos, dos teus amigos, da tua família. Não deites fora o teu tempo! Sorri, ri, goza, vive. Sim, eu sei que tu sentes já o peso da solidão, a tristeza da perda...
Ainda que venha a dor atroz, a traição, a perda, a frustração, a incompreensão, (eu não lhe disse mas, não me perguntem como!, eu sabia que tudo isso a esperava!) não te preocupes. Confia em mim. Jamais estarás só, sempre terás muito amor à tua volta, serás abençoada pelo amor e pela harmonia. Sorri. Desfruta da felicidade que a vida tem para te dar. Prometo, a tua lua terá sempre um lado de luz muito brilhante, confia em mim!"
Enquanto estas palavras me saíam sem eu saber de onde vinham e como podia saber tanto sobre aquele olhar perdido, notava, intrigada, que a jovem não se mexia sequer. Eu não sentia qualquer reacção ao meu segredar no seu ouvido. Não lhe via o rosto, a expressão, no entanto tive a certeza que ela me ouvia!! Deixei de conseguir tocar a dor e comecei a ouvir o ronronar forte do gatinho preto que ela tinha ao colo, como se me agradecesse por serenar a sua dona. Adoro o ronronar dos gatos!!
"- João, João. Oh João acorda. Estás bem?"
Ao ouvir aquele chamar insistente do meu nome voltei a mim. Na mão segurava com força a fotografia daquele grupo de amigas que há 20 anos passaram um fim-de-semana na província...
Nos seus rostos corados pelo frio haviam sorrisos de felicidade. Só eu tinha aquele olhar perdido e o meu gatinho preto ao colo. Ainda me lembro do nome dele - Panchito!
"- Oh João, já olhei para essa fotografia tantas vezes e só hoje me parece que estavas a sorrir! Engraçado como antes sempre me pareceste triste!" disse a Catarina, a minha amiga da adolescência que hoje vim visitar para matar saudades.
Abril, 2009
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17/04/2007
A Debbie Brown é uma Cake Designer inglesa de renome internacional na área da criação de decorações de bolos em pasta de açúcar. Tem uma experiência acumulada de mais de 15 anos, é formadora/demonstradora acreditada da British Sugarcraft Guild, dá workshops em vários outros países como Estados Unidos, Brasil, Holanda e Portugal, tem mais de uma dezena de livros publicados sendo a mais bem sucedida Cake Designer em termos de vendas de livros. .
Foi ceramista e interessa-se por escultura. A sua sensibilidade e virtuosidade artística é bem patente nas suas criações onde, apesar da simplicidade que lhes confere a beleza, se pode perfeitamente identificar talento para o equilíbrio das formas, para a precisão nos pormenores, para o sentido da proporção, para a escolha das cores e para o jogo com as posições e as expressões. Começou a sua carreira de Cake Designer com bolos de crianças mas daí avançou para os contos de fadas e as figuras encantadas e, mais recentemente para os temas dirigidos a adultos. Prepara já uma nova fase com novos temas ainda mantidos em segredo.
Cria designs exclusivos para casamentos e festas de alguns famosos ingleses, assim como para projectos especiais.
Foi ceramista e interessa-se por escultura. A sua sensibilidade e virtuosidade artística é bem patente nas suas criações onde, apesar da simplicidade que lhes confere a beleza, se pode perfeitamente identificar talento para o equilíbrio das formas, para a precisão nos pormenores, para o sentido da proporção, para a escolha das cores e para o jogo com as posições e as expressões. Começou a sua carreira de Cake Designer com bolos de crianças mas daí avançou para os contos de fadas e as figuras encantadas e, mais recentemente para os temas dirigidos a adultos. Prepara já uma nova fase com novos temas ainda mantidos em segredo.
Cria designs exclusivos para casamentos e festas de alguns famosos ingleses, assim como para projectos especiais.
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